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COISAS E LOISAS

Hoje em dia as pessoas vivem cada vez mais assustadas com tudo o que as rodeia. A informação, ou desinformação que nos entra pela "porta dentro" através do pequeno écran sem muitas vezes dar-mos qualquer permissão para que isso aconteça, causa instabilidade emocional e um desgaste angustiante, a que hoje se dá o nome de "stress", cujo significado na língua portuguesa é desgaste. É ver qual a notícia de maior impacto nas pessoas, para as conduzir posteriormente a um estado de horror ou de pena. Muito boa gente já desistiu de ver os noticiários, a nível nacional e só ligam para a RTP-A, porque as novidades são só referentes à Região Autónoma e é mais "suave" no cômputo sensacionalista. No entanto também neste canal há uma certa discriminação nas chamadas notícias dos Açores, que na sua maioria "apenas" referem os apontamentos alusivos às Ilhas ex-capitais de distrito. É um "virus" que tem muitos anos de vida e já passou a crónico. Dar exemplos é fastidioso, por isso passo adiante, para escrever sobre os assuntos mais condicentes com o gosto dos nossos assíduos leitores.

O mau tempo que tem assolado as nossas Ilhas e a nossa em particular, tem causado inúmeros prejuízos na agro-pecuária e nas culturas tanto nas chamadas novidades, como nas pastagens. Mas como sabiamente nos dizem os mais velhos, é tempo de o fazer agora, por isso é necessário que estejemos preparados para resolver pontualmente as situações. O mar tem estado alteroso e o peixe está a atingir valores que há dois anos atrás seriam inimagináveis, tudo por causa do euro. Há artigos de pesca que subiram mais de cem por cento e os pescadores para compensar a situação, viram-se para o consumidor que é o último "elo" desta cadeia.

A carestia de vida é tal que neste País o desemprego atingiu valores desastrosos e o que pedem mais os governantes é que o "Zé Povinho", vá fazendo furos no cinto, para "aguentar as calças no cós". Mas já estou sem dar por isso a descambar para uma informação derrotista e não quero ser conivente com aquilo que no começo deste trabalho criticava.

Para solver a carestia de água, a Câmara das Lajes acaba de conseguir mais uma vitória. Trata-se da abertura com êxito de mais um furo de captação de água para colmatar as carências existentes nas freguesias das Ribeiras, da Calheta, da Piedade e da Ribeirinha. Segundo os entendidos a água é a melhor do Pico, melhor ainda do que a do furo da Silveira, sito na Estrada Transversal e a sua reserva tem grande qualidade e quantidade.

Além disso o autarca Lajense, está envidando esforços para que a água da Lagoa do Paúl, - depois da Lagoa ser impermeabilizada -, ser aproveitada para o fornecimento de energia eléctrica e o excedente proveniente das turbinas, aplicado para satisfazer a carência de água existente nas pastagens durante o Verão. Ao mesmo tempo está a decorrer, apesar do atraso motivado por factores adversos, à total remodelação das condutas de água às freguesias das Lajes e São João, o saneamento básico e reencami-nhamento das águas pluviais para lugares apropriados. Uma das aspirações mais antigas dos Lajenses é a sempre adiada protecção da orla costeira, que mais uma vez foi preterida, conjuntamente com a de Rabo de Peixe, para melhores dias, porque a falta de dinheiro, assim forçou a que tal empreendimento fosse mais uma vez adiado "sine die".

Mas o aumento do Caneiro e segundo os mais entendidos nestas andanças do "mar bravo" e a conquista de alguns metros do Juncal, foi uma das causas para que o mar, em Janeiro, não galgasse a Vila, como aconteceu em anos anteriores, mas não está livre de fazer ainda este mês a sua "visita ao burgo". Mas um dos "cavalos de batalha" desta autarquia, é a implementação e a construção dos serviços públicos e o Auditório Municipal aproveitando o espaço que pertenceu à Casa da "Maricas do Tomé" e a área sita a sul do mesmo.

Até para a semana se Deus quiser.

Continua na próxima ediçao


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Toronto
3/Março/2003
Edição 770

ANO XXIII

    Por: Paulo Luís Ávila

 

 

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