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CANADÁ/QUEBEQUE

 
Montreal- Os eleitores do Quebeque deram na segunda-feira a vitória aos liberais, pondo termo a nove anos de poder dos independentistas do Partido Quebequense e a qualquer perspectiva próxima de novo referendo sobre soberania na província francófona do Canadá.
O Partido Liberal do Quebeque (PLQ, centro-direita) venceu folgadamente as eleições, colocando 76 eleitos na Assembleia "Nacional", 13 mais do que a maioria absoluta.
O Partido Quebequense (PQ, independentista) do actual primeiro- ministro Bernard Landry obteve apenas 45 e a Acção Democrática do Quebeque (ADQ, direita) quatro.
Quando a Assembleia foi dissolvida, a 12 de Março passado, o PQ dispunha de 67 lugares, o PLQ de 50 e a ADQ de cinco.
Um assento na Assembleia estava vago e dois outros eram ocupados por independentes.
Após uma campanha eleitoral ensombrada pela guerra no Iraque, os quebequenses foram às urnas em menor número do que há cinco anos, com uma afluência de 70,08 por cento, quando em 1998 foi de 78,32.
Os liberais, fiéis ao federalismo canadiano, vão assim tomar o lugar dos independentistas do Partido Quebequense e o lu-gar de primeiro-ministro vai ser assumido pelo seu líder, Jean Charest.
Este antigo advogado de 44 anos fez uma campanha de sucesso, capitalizando a seu favor a vontade de mudança dos quebequenses, fartos do eterno debate sobre a soberania da província.
Colocando-se decididamente ao centro em temas como saúde, impostos ou educação, cobrou os dividendos dos cinco anos que passou na oposição e conseguiu fazer esquecer a imagem que tinha de político "pára-quedista" lançado por Otava nas últimas eleições de 1998.
Embora defensor do federalismo, Jean Charest prometeu trabalhar para "melhorar a federação canadiana" com uma "nova abordagem" das relações com Otava, uma forma de dizer que apesar da sua obediência ao poder central, tenciona defender os interesses da província, nomeadamente em matéria de distribuição das receitas fiscais, que tem sido motivo de eternas controvérsias.
Mas a margem de manobra de Charest será estreita, já que prometeu ao mesmo tempo reduzir os gastos do governo da província.



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Toronto,
21/Abril/2003
Edição 777

ANO XXIII

   
   
  
  

 

 

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