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CONVENTO DE S. PEDRO DE ALCÂNTARA - S. ROQUE DO PICO

No passado dia 10 de Abril, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de S. Roque do Pico- Paulo Jaime Goulart, comunicou em assento da Assembleia Geral que: "o Convento de S. Pedro de Alcântara, da Vila de São Roque do Pico, será adaptado a POUSADA DE JUVENTUDE, em conjugação com os serviços da Pastoral Diocesana que também o utilizarão para Retiros do Clero". Depois de muitos anos de indefinições escusadas, motivadas apenas e só pelos caciques que em terras pequenas como a nossa, o único objectivo que têm mente é o de pensarem alto e imporem a sua ignorante e egoísta vontade aos outros que duma maneira ou de outra as assimilam e até as aprovam, porque tem o sentimento escravisador de gerações, inculcados nas cabeças, - muitas delas apenas e só servindo para segurar o boné - , e assim se servem destas massas anónimas e enurgumenóides para concretizarem os seus obsoletos argumentos, herdados da mentalidade dos Velhos do Restelo.

Não é a circunstância de numa Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia, ser a mesma aproveitada para ser divulgada em primeira mão esta "boa nova", que vai tirar o mérito à mesma. É sim o facto de no momento o seu Provedor ser também o homem do Governo, que ocupa o lugar de Director, usando um nome pomposo, das Obras Públicas do Pico e que o Governo neste caso escolheu para ser o seu porta-voz. Escamotear esta situação só retira dignidade à interpretação da mesma e serve para que alguns empreendam mais uma manobra de diversão e ou de aversão para o que se irá fazer e é isto que na realidade interessa.

O FAZER é urgente e cada vez mais necessário para a nossa Ilha. Ela tem andado durante anos arredia de muitos projectos apesar de bradar por eles, quer através dos seus autarcas, quer através dos seus deputados, legítimos representantes duma população que se viu e vê muitas vezes abandonada e solitária e entregue ao seu destino. Aquele magnifico imóvel, que serve de fundo e é o primeiro edifício com aquela envergadura construído na nossa Vila Nortenha, terá outra excelência e outra beleza aos olhos de quem nos visita.

Não pretendemos elogiar o Governo por ter tomado em mãos esta obra, mas sim apoiá-lo por ter assumido esta responsabilidade, adiada por outros que também o foram - Governo - beneficiando de maiorias, que infelizmente foram conduzidas e guiadas por falsas promessas. Hoje o que queremos são obras e já Cristo dizia que "a fé sem obras é morta", por isso elas aí estão e a nossa confiança aumenta nas concretizações que em boa hora iniciaram, bem como as outras que estão a decorrer. No entanto o projecto tem de contemplar um espaço demasiado árido no tocante a infra-estruturas hoteleiras. Uma obra com aquela dimensão tem de privilegiar um leque muito extenso, não só no campo juvenil e religioso, mas também no turístico em geral. Sabemos que a Juventude só está disponível nos meses de Verão para as chamadas Jornadas da Juventude, bem como os serviços da Pastoral Diocesana.

Teria todo o interesse que as "vistas fossem alargadas", e que a abrangência fosse de tal modo que complementasse outras realizações, como o caso do Turismo para a Terceira Idade, ocupando assim aquela infra-estrutura os doze meses do ano. Só assim é que se podem rentabilizar estruturas com aquela dimensão, não descurando as valências que devem existir e que não são luxo para ninguém hoje em dia, como seria uma sala de sauna, um ginásio e a Sala de Congressos e de uma piscina aquecida. Todos estes complementos são indispensáveis e o luxo de há alguns anos, transformou-se agora numa simples palavra que dá pelo nome de conforto.

Se são o Governo e a Diocese as partes interessadas e interesseiras nesta matéria, de novo o religioso e o profano têm de se entender e não virar as costas para uma problemática que deve e tem de ser resolvida entre os dois. Sabemos dalguma relutância que tem existido, da parte do Governo, para não sofrer pressões da parte Eclesial, uma vez que o seu Presidente é assumidamente laico. No entanto muitas vezes temos de "engolir sapos" e seguir em frente para não defraudar aqueles que em nós confiaram e deram o mandato.

Talvez para muitos não seja a melhor resposta para aquele edifício, mas neste momento é a possível e é isso que deve ser equacionado. Perder mais tempo é continuar pactuando com o desleixo e a apatia que durante mais duma década, foi apanágio dos mentores públicos. Já não somos bebés, para sermos embalados. Estamos fartos destas situações, por isso vamos estender as mãos à obra imediatamente sem mais tibiezas. O momento é de feição, não enjeitemos mais esta oportunidade. Em frente que se faz tarde!

Até para a semana, se Deus quiser.



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Toronto,
28/Abril/2003
Edição 778

ANO XXIII

    Por: Paulo Luís Ávila

 

 

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