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O VERÃO

Por estas bandas já fez a sua aparição triunfal o senhor Verão. Talvez por ser a mais quente estação do ano, é a preferida da maioria das pessoas. As temperaturas estão amenas e a água do mar está convidando diariamente a uma banhoca. Mas... nem só de Verão vivem os Picoenses. São muito foliões e estão sempre prontos para a sua festa.

Festa e espectáculo foi o que nos deu na passada quarta-feira o PADRE JOSÉ LUÍS BORGA, num encontro que realizou com a população desta Ilha, no recinto polidesportivo (ao ar livre), da Candelária, mais uma das realizações da comissão de festas comemorativa dos duzentos anos da Igreja paroquial, cujo orago é Nossa Senhora das Candeias.

De toda a Ilha vieram até à Candelária para aplaudir o nosso Pe. Zezinho Português.

Não terá a espectacularidade e desenvoltura do brasileiro, mas que cativa e faz rir o público, isso lá sabe muito bem fazer.

As diversas freguesias da Ilha trouxeram, - numa iniciativa muito digna e que só fica bem a quem a promove -, os nossos jovens idosos, que participaram com muito entusiasmo e alegria, que contagiou por vezes os mais jovens.

O espectáculo, todo ele voltado para a vertente religiosa, perfumado aqui e ali com canções de intervenção, conduziu-nos aos recuados anos sessenta do século passado.

A apresentação coube ao Padre Paulo Martinho, Responsável pelos organismos de juventude da Ilha, que referiu as qualidades e aptidões do mais conhecido padre-cantor do nosso tempo.

Ordenado Presbítero no ano de 1990, na Sé Catedral de Santarém, encontra-se desde há quatro anos a paroquiar no Entroncamento, por sinal um lugar conhecido pela terra dos fenómenos. Mais este fenómeno da partilha e da comunicação, quis Deus mandá-lo até nós, sempre acompanhado pela viola a que dá o nome de Matilde. Reteve as várias centenas de pessoas que encheram o recinto e não tiveram medo do tempo que ameaçava continuamente chuva. Choveu um pouco, talvez para testar a persistência dos espectadores, mas estes não arredaram pé. Durou sensivelmente noventa minutos a oração rezada duas vezes, porque como ele disse: cantar é rezar duas vezes!

No final foi muito aplaudido e assediado para autografar os dois CDs. já ditados. O primeiro CD tem o título de Navegação e contém 12 temas musicais, enquanto que o segundo CD, cujo título Cantar é rezar duas vezes é composto por treze canções.

Mas as festas dos Santos Populares, também por estas bandas são comemoradas. Não são tão brilhantes, como noutras paragens onde a população é maior, mas têm qualidade, porque são mais partilhadas. Estas festas como todos sabemos são reforçadas por um vincado cunho popular, que foi trazido pelos primeiros povoadores e a sua devoção nunca mais esmoreceu, tanto que há duas freguesias que têm como orago São João e Santo António e as ermidas, muitas delas existentes à roda da Ilha, lembro o caso da Ermida de São Pedro, nas Lajes, por sinal a primeira Igreja na Ilha e ainda a Ermida –Igreja de Santo António do Monte e de São João na Baixa, se a memória não me atraiçoa. Previstas estão as fogueiras, por São Pedro, véspera de Feriado, que este ano é desaproveitado, uma vez que calha num Domingo e não há aqui neste País, como em outros a transferência para outro dia.

Sábado teve lugar em São João Pequenino a concentração dos alunos e catequistas da paróquia da Santíssima Trindade, que arquitectaram um lanche para aquele aprazível Parque afim de celebrarem o términos das actividades religiosas da paróquia, neste ano lectivo. Muitas crianças, conjuntamente com os pais e catequistas passaram uma tarde e noite em completa e salutar camaradagem. Domingo foi inaugurado também na dita freguesia de São João o MONUMENTO AO PASTOR, que foi implantado em frente à Casa do Povo. O arranjo urbanístico, foi muito bem conseguido, mas como não há bela sem senão, foi implantado muito perto da estrada que percorre a Ilha, Estrada Regional nº. 1 e é difícil, por ser num sítio pouco descoberto aos automobilistas, terem oportunidade de fazerem uma paragem para apreciarem as duas figuras esculpidas em bronze, representando um homem e uma mulher, com feições muito finas e delicadas providas de movimento cadenciado, transportando os apetrechos do pastor, caneca, foice, calçados com albarcas e tendo na cabeça o inseparável chapéu de palha de trigo. Está de parabéns a freguesia de São João, por mais esta inauguração, que é fruto do empenho e dinamismo do seu Presidente, José Armindo Alves Gonçalves, que não se tem poupado a esforços para guindar aquela freguesia, colocada num dos extremos do concelho das Lajes, a um elevado pedestal. Daqui lhe envio um abraço de congratulações e de muito apreço.

Também teve lugar no sábado e Domingo mais uma regata à vela, entre duas Ilhas do triângulo, Pico-S. Jorge. Saíram as canoas do Porto do Cais do Pico em direcção às Velas e depois fizeram o mesmo percurso no regresso. O tempo esteve magnifico e talvez por isso a calmaria e a soleira fizeram-se sentir e provocaram alguns estragos nos intervenientes, mas tudo correu bem. De novo as velas dos botes brilharam nos nossos mares, recordando tempos de outrora. Não é possível dar os resultados, uma vez que a crónica tem de chegar atempadamente à redacção.

Até para a semana se... Deus quiser!




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Toronto,
23/Junho/2003
Edição 786

ANO XXIII

    Por: Paulo Luís Ávila

 


 

 

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