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Assim garantem os EUA
a sua presença nas Lajes...

Tropa lusa recebe material americano (de valor superior a 380 milhões de Euros)

Blindados, camiões, munições, aviões de combate F-16 e duas embarcações são alguns dos equipamentos que as Forças Armadas Portuguesas (FAP) receberam, entre 1993 e 2003, ao abrigo dos Excess Defense Articles (EDA), programa norte-americano de transferência de excedentes militares.

No caso de Portugal, a lista de material, a que DI teve acesso, resulta da manutenção da FEUSAÇORES na Base das Lajes. No entanto, é de supor que o rol seja maior, uma vez que os documentos não fazem referência às transferências de material classificadas.

Por exemplo, em 1996 e 1999, a Marinha portuguesa recebeu duas unidades de vigilância oceânica, o USS «Audacious» e o USS «Assurance», respectivamente, dois navios avaliados em mais de 57 milhões de dólares.

Por seu turno, a Força Aérea, segundo os documentos a que o nosso jornal teve acesso, recebeu, em 1998, quatro aviões de combate F-16B e 21 aviões de combate F-16A. No seu conjunto, a encomenda valia 220 milhões dólares (equivalente a 220 milhões de euros).

O Exército, por sua vez, desde 1993, tem recebido diversos equipamentos, desde carros de combate a metralhadoras, munições e equipamento diversificado para operações militares.

Neste período, a primeira transferência, de acordo com os documentos consultados por DI, reunidos na Terceira junto de fontes americanas, ocorre em 1993. Nessa altura, são entregues a Portugal 80 metralhadoras M85. Um ano depois, o Exército recebe mais 20 unidades deste modelo, obtendo no mesmo ano 50000 munições para estas armas (o seu valor era superior a 50 mil dólares).

Em 1995 - ano da assinatura do actual Acordo de Cooperação entre Portugal e os Estados Unidos da América (vulgo Acordo das Lajes), o Exército recebe, directamente do Departamento do Exército norte-americano, 150 metralhadoras M240. Nesse ano, recebe também 21 veículos blindados de recuperação, 30 morteiros M30 de 107mm., 18 veículos M548A1, 10 veículos M577A2, 12 metralhadoras M240 de 7.62mm. e 66 baterias Stinger. No total, estas transferências estavam avaliadas em mais de 14 milhões de dólares.

Em 1996, o Exército recebe dos Estados Unidos da América, sempre ao abrigo dos EDA, 32 «Chaparral Launchers» M48A3 e quatro «Chaparral Launchers» M54A3. No mesmo ano, os Eua transferem diversos equipamentos (uma Shop Van NA/TSM-96ª, dois IFF Training sets, dois sets de teste NA/TSM-85, um set Collimator M81, dois sets de alinhamento M71A2, dois «launcher rail test set» e dois tool kits. Todo este equipamento estava avaliado em 44116921 dólares.

Em 1997, o Exército português recebeu, segundo os documentos norte-americanos, oito veículos blindados M578 e três veículos de combate M728. Além disso, ao abrigo do mesmo programa de transferência de material militar, Portugal recebeu no mesmo ano 24 veículos M577A2. Oito «mortar carrier» M106A2 foram recebidos em 1999. Esta transferência, na altura, valia mais de um milhão de dólares.

Em 2000, Portugal rejeitou três camiões de transporte, aceitando apenas dois, dos cinco oferecidos pelos EUA. Os dois veículos entregues tinham o valor de 304 mil dólares.

Além do equipamento entregue, Portugal rejeitou outras propostas norte-americanas. Os EDA permitem que o país a quem é apresentado o excedente o recuse ou aceite, consoante as suas necessidades, estado do material ou outras razões.

No total, entre 1993 e 2003, Portugal recebeu perto de 380 milhões de euros em equipamento militar, proveniente dos Estados Unidos da América, no âmbito da presença americana na Base das Lajes.

Além disso, vários oficiais das FAP, no âmbito dos programas de treino militar norte-americanos, receberam formação em terras do Tio Sam. Segundo documentos oficiais do Departamento de Estado, a que tivemos acesso, 198 oficiais portugueses receberam formação, só em 2001, ao abrigo dos programas ACSS (dois alunos), Exchange Training (dois alunos), IMET (107 alunos), Marshall Center (dois alunos) e Non-SA, Unified Center (85 alunos).

Em 2002, o número de alunos subiu para 253, a sua maioria integrados no programa IMET (International Military Education and Training). Em 2001 e 2002, a formação de militares portugueses nos EUA permitiu a Portugal uma poupança de mais de um milhão de dólares (o mesmo valor em euros) em cada ano.

In «Diário Insular»

Nota da Redacção - A pergunta que fazemos é muito simples. Quanto foi destinado aos Açores e ao seu desenvolvimento, nos últimos dez anos, com a cedência da Base das Lajes aos Estados Unidos? Segundo se sabe, absolutamente nada.




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Toronto,
7/Julho/2003
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