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E A VIDA CONTINUA…


Já há algum tempo constituída, a Federação de Bandas Filarmónicas das Ilhas do Ocidente é também membro fundador da "Confederação Musical Portuguesa", que coordena aquele movimento associativo em Portugal. Reconhecida como parceiro social, na política de apoio à música amadora, vem planeando e adequando, acções de desenvolvimento e aperfeiçoamento, que têm como fim em vista um melhor cumprimento no aspecto cultural e associativo, com o intuito de estimular a nossa Juventude para nos tempos livres dedicarem parte da sua vida à aprendizagem musical, estimulando-a assim a frequentar as Filarmónicas que por todos os Açores e particularmente na nossa Ilha felizmente ainda existem.


Apraz-nos aqui referir que nos pretéritos dias 7, 8 e 9 de Novembro, na Sede da Filarmónica União e Progresso Madalense ocorreu uma acção de formação para saxofonistas magistrada pelo professor João Figueiredo e paralelamente foi administrado um curso para monitores daquele instrumento.
Participaram 22 músicos de 12 Filarmónicas sendo assim distribuídos: Filarmónica Recreio Santamarense: Célio Melo e Mónica Goulart; Filarmónica União Artista de São Roque: Miguel Freitas e Carla Garcia; Filarmónica Liberdade do Cais do Pico: Mara Furtado, Luciano Serpa e Andreia Ribeiro; Filarmónica União e Progresso Madalense: César Matos, Diana Sousa, Vanessa Moreira e Tânia Matos; Filarmónica Lira de São Mateus: Vânia Bettencourt, Ana Machado e Patrícia Serpa; Filarmónica Liberdade Lajense: Tércio Bettencourt; Filarmónica União Ribeirense: Hélder Azevedo; Filarmónica Recreio Ribeirense: Michael Gaspar; Filarmónica Lira Fraternal Calhetense: Bruno Ferreira e Andreia Azevedo; Filarmónica Unânime Praiense: Vitor Costa; Filarmónica Nova Artista Flamenguense: Luís Ferreira; Filarmónica União Faialense: Paulo Medeiros, estes dois elementos pertencentes a Filarmónicas Faialenses. No final desta acção de formação que contou com a realização de diversas actuações, o Professor João Figueiredo elogiou os jovens que se dedicaram a este trabalho dizendo que: " os jovens músicos presentes, não são em nada inferiores aos músicos de algumas zonas do continente". Que novidade! Não queremos deixar escapar um reparo pelo facto de não termos encontrado nesta acção de formação elementos das Filarmónicas da Piedade, de São João e das Sete Cidades. O que se passou a nós não diz respeito, mas virem jovens do Faial e alguns do Pico ficarem para trás, é de "torcer o nariz"...

Em escritos anteriores referi o facto de no Pico e com bastante pena minha, não se ter ainda verificado a implementação da energia eólica, como alternativa à outra que é produzida através dos motores propulsionados a gasóleo, como da abortada energia proporcionada pelas ondas do oceano, pela há muito prometida mas nunca concretizada, geotérmica e pela hidráulica cuja fonte de energia seriam as águas da bacia da Lagoa do Paúl.

Mas eis que finalmente aparecem nos semanários desta Ilha um edital a dar conhecimento da empreitada do concurso público nº. 09/2003/PRODU, para construção do caminho de acesso, subestação e maciços para os AEROGERADORES do Parque eólico das Terras do Canto, freguesia da Prainha, concelho de São Roque desta Ilha do Pico e que reza o seguinte: "Nos termos do nº 2 do Artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Março, informa-se todos os eventuais interessados que, em 7 de Novembro de 2003, foi enviado para publicação no diário da República o Anúncio da empreitada referida em epígrafe, que será executada no Concelho de São Roque, Ilha do Pico - Açores, e que tem por objecto o fornecimento, montagem dos materiais e equipamentos necessários à construção do caminho de acesso, Subestação e Maciços para os Aerogeradores do Parque Eólico das Terras do Canto, Freguesia da Prainha, Concelho de São Roque, Ilha do Pico. A empreitada inclui trabalhos de construção ao nível de execução de maciços de fundação dos apoios de betão, abertura de valas de construção de caixas de passagem. As propostas deverão ser entregues até às 16:00 horas do 30º (trigésimo) dia, a contar do dia seguinte ao da publicação deste anúncio no Diário da República". E poderei acrescentar também: "E mais não disse, com alguns erros gramaticais à mistura"...
E continuando a referir o concelho de São Roque, que comemora os seus 461 anos de elevação a Vila, anoto com elevado júbilo que foi inaugurado no dia 9 de Novembro p. p., pelas 16h00 o CENTRO DE MULTIMÉDIA da Câmara Municipal de São Roque do Pico, na presença de centenas de pessoas a que se associaram as quatro filarmónicas e o Grupo Folclórico da Prainha.
Após a inauguração solene, pelo presidente da Câmara Municipal, Manuel Joaquim da Costa, o edifício foi benzido pelo pároco Padre Luciano de Oliveira. A seguir teve lugar a alocução do Presidente da Câmara que depois de agradecer a todos os presentes a sua comparência àquela acto inaugural referiu que: "a aquisição deste barracão foi decidida em reunião no meu primeiro mandato, em virtude de vir a poder ser utilizado, para várias finalidades tendo em vista o seu valor cultural e histórico muito forte para o concelho. Na altura foi aprovada por se recear que o seu valor patrimonial fosse desvirtuado para uma utilização que não fosse a de perpetuar a memória dos nossos antepassados e dos baleeiros. Embora o edifício tivesse um valor elevado, foi deliberado, pelos vereadores Soares Ávila e Duarte Freitas, adquiri-lo sem saber o destino a dar-lhe, porque preservar este património seria perpetuar a memória dos que já faleceram e de alguns ainda vivos que durante décadas tiveram a ver com a principal actividade económica do concelho". Mais adiante salientava que: "em contacto com arquitectos e devido ao aparecimento da Internet, propus-lhes a reconstrução e remodelação do edifício, que abrangesse não só um Centro de Multimédia que servisse os munícipes, sem nunca esquecer a sua vertente histórico-cultural e um dos meus desejos foi a instalação naquele pequeno espaço do bote baleeiro". Este Centro está situado na Rua do Cais, num antigo barracão que serviu durante muitos anos de casa dos botes e de depósito de "azeite de baleia" e foi pertença das Armações Baleeiras Reunidas, Lda. do Cais do Pico. Neste edifício no rés-do-chão para além do Centro acima referido e ora inaugurado, foi instalado um posto de Turismo Municipal e no andar superior foram activadas duas salas destinadas à monitorização de cursos com os respectivos gabinetes de apoio. Numa destas salas foi instalada provisoriamente a Biblioteca Municipal.
No dia imediato 10 Novembro p.p., e integrado naquela mesma efeméride, foi lançado o livro "IMAGENS DE SÃO ROQUE DO PICO", cujos autores foram os professores da Escola Básica e Secundária daquele concelho, José Manuel Martins Gomes e Paula Maria Oliveira Gil. O presidente da Câmara Municipal, Manuel Joaquim da Costa, foi o apresentador da obra que teve lugar no Salão Nobre, completamente cheio de público, cujas primeiras palavras de congratulação e agradecimento lhe foram dirigidas. Apesar de ter sido no início da semana, a presença de tão numeroso público testemunhou assim o interesse pela obra ora editada. A determinado passo da sua alocução referiu que: "no início desconfiei deste projecto por considerá-lo arrojado, mas quando mo apresentaram fiquei deveras surpreendido, por tal facto aproveito o ensejo para pedir desculpas pela minha escusada desconfiança". Os elogios e agradecimentos dirigiram-se particularmente aos autores da obra e em particular destacou o nome de Mário Leal, que compilou parte daquele trabalho. A concluir disse ainda: " a cultura é também um pouco da história que se faz no concelho e desde o início dos meus mandatos, tive em mente a elaboração dos Anais do Município, mas apesar dos atrasos ainda espero o seu inicio embora seja acabado já por outros". O livro "Imagens do Concelho de São Roque do Pico", tem 258 páginas e foi editado pela Câmara Municipal e é um arquivo fotográfico, que retracta a vida social, cultural e económica de todas as freguesias que compõem o concelho, a saber: Prainha, Santa Luzia, Santo Amaro, Santo António e São Roque; nos séculos XIX e XX focando aspectos relacionados com a construção naval e transportes, a pesca e a caça à baleia, as manifestações religiosas, a política, o lazer, os desportos, os eventos culturais, a arquitectura, a paisagem e o seu enquadramento histórico.
E como a vida continua, despeço-me com um:

Até para a semana se...DEUS QUISER!




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Toronto,
1/Dezembro/2003
Edição 807

ANO XXIII

    Por: Paulo Luís Ávila

 


 

 

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